Quando os bots e assistentes digitais começaram a se popularizar no atendimento ao cliente, muitos acreditaram que o operador de telemarketing poderia estar com os dias contados. No entanto, a realidade mostrou o contrário: a tecnologia não substitui o humano, mas reforçou o papel estratégico do operador. O que vemos hoje é um profissional que, apoiado por soluções digitais, entrega um atendimento mais consultivo, empático e decisivo para a fidelização do cliente.
De acordo com o estudo The Contact Center Crossroads, publicado pela McKinsey em março deste ano, 71% dos consumidores da geração Z e 94% dos baby-boomers consideram que ligações ao vivo são “a forma mais rápida e fácil” de resolver problemas. Além disso, 57% dos líderes de atendimento esperam que o volume de chamadas aumente nos próximos dois anos, apesar do avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial.
Outro levantamento recente, do estudo Deploying Chatbots in Customer Service, identificou o fenômeno chamado gatekeeper aversion, no qual usuários tendem a abandonar o atendimento via chatbot ao perceberem que serão transferidos posteriormente para um operador humano. O estudo concluiu que, embora os bots funcionem bem para demandas simples, o consumidor continua preferindo o atendimento humano em situações mais complexas ou sensíveis.
Em um mundo onde o consumidor está mais exigente e informado, os bots ajudam a agilizar processos e atender o básico. Mas quando o assunto envolve negociação, empatia e resolução de problemas complexos, é o operador que estabelece o elo mais forte entre a marca e o cliente. Por isso, no dia do operador de telemarketing, mais do que celebrar a data, é fundamental reconhecer o valor desses profissionais e investir no seu desenvolvimento. Na era digital, o humano nunca foi tão necessário.